quarta-feira, 12 de março de 2014

Unir-se

Quinta-feira, 13 de março de 2020.
Tarde de sol.
Casamento à beira mar.
Convidados de branco, havaianas, flores naturais na decoração.
Ela entra de vestidinho na altura do joelho, descalça, de braços dados com a mãe.
Ele a aguarda no altar, de camisa de manga longa dobrada até o cotovelo, bermuda, descalço.
Ambos vestidos com lindos sorrisos.
Nem tanto pelo momento em si, mais pela reunião extraordinária de pessoas tão maravilhosas.
São amigos, familiares, o cachorro de estimação da casa deles.
O mar, o pôr-do-sol, a junção dos elementos.
Uma celebração, uma bênção, uma comemoração.
Nada por formalidade mas por puro amor. Já eram casados desde a primeira vez que se viram. Moravam juntos mesmo que não na mesma casa.
Eram um do outro quando a sós, quando em meio a uma multidão, quando conversavam fosse via cabos de internet, antenas telefônicas, olho no olho.
Nunca coube dúvida entre eles.
Foi a linda realização de um sonho. Ambos sempre quiseram reunir os mais íntimos, trocar alianças, pedir as bênçãos de Deus, ainda que Ele sempre houvesse abençoado, tudo com uma praia como cenário.
Houve lágrimas, risos, música, dança, embriaguez. Aconteceu tudo como mandava o script que os dois tinham escrito praquele dia.
E ao acordarem ao lado um do outro foi apenas mais um amanhecer se repetindo. A diferença era apenas o status de relacionamento perante a lei, aos olhos um do outro, o

Exclusivo de nós dois

As dores e delícias de um amor febril, jovial, carnal
Um sentimento sem medida, sem tempo ruim, sem disse me disse
Com tesão, gozo de corpo e alma, exaustão de corpos suados
Assemelha-se ao gosto que o perfeito deve ter
Pupilas dilatam, taquicardia ataca, terminações nervosas extremessem
Não precisa ser todo dia, só tem que ser sempre
Presente mesmo na ausência, de uma benevolência ímpar, de uma magnetude até então inexistente
Exclusivo, jamais haverá igual, nem parecido, mesmo que copiado
Só é isso tudo se for você, se for eu, se formos nós
Somos fodas juntos

quinta-feira, 6 de março de 2014

Somos.

Eu penso no que é, você faz o que tem que ser. Não é amor, muito menos paixão. Até que posso resumir como complemento. É o que somos, complementares. Nosso jeito único de sermos um do outro ultrapassa qualquer limite do certo ou errado, lícito ou não. Somos, apenas, e isso basta.
Nem sempre a gente combina um encontro mas ele de vez em quando acontece, assim mesmo, de supetão. E como é gostoso... Cada vez com um gosto diferente. E sempre melhor.
Deitar no teu abraço e descansar depois do sexo é de uma agradabilidade sensacional. Quando sinto tua respiração, ao encostar no teu peito,  ela soa como música, de muito boa qualidade, vale salientar, e contigo no comando dos acordes, melodia, voz, da banda inteira.
Dos teus olhos eu tiro inspiração pra escrever, pra desejar a próxima vez me concentro no teu corpo, no desempenho na hora do ato, pra te querer sempre por perto me apego a tua voz, a tudo que sai da tua boca, o que inclui, claro, tua inteligência. E pra sempre ter você por perto, eu apenas deixo ser. Você vai ser sempre assim em mim, poesia, vida, antes, durante e depois, sempre tem o depois, e ele só perde pro durante de tão bom que vai ser.