quinta-feira, 6 de março de 2014

Somos.

Eu penso no que é, você faz o que tem que ser. Não é amor, muito menos paixão. Até que posso resumir como complemento. É o que somos, complementares. Nosso jeito único de sermos um do outro ultrapassa qualquer limite do certo ou errado, lícito ou não. Somos, apenas, e isso basta.
Nem sempre a gente combina um encontro mas ele de vez em quando acontece, assim mesmo, de supetão. E como é gostoso... Cada vez com um gosto diferente. E sempre melhor.
Deitar no teu abraço e descansar depois do sexo é de uma agradabilidade sensacional. Quando sinto tua respiração, ao encostar no teu peito,  ela soa como música, de muito boa qualidade, vale salientar, e contigo no comando dos acordes, melodia, voz, da banda inteira.
Dos teus olhos eu tiro inspiração pra escrever, pra desejar a próxima vez me concentro no teu corpo, no desempenho na hora do ato, pra te querer sempre por perto me apego a tua voz, a tudo que sai da tua boca, o que inclui, claro, tua inteligência. E pra sempre ter você por perto, eu apenas deixo ser. Você vai ser sempre assim em mim, poesia, vida, antes, durante e depois, sempre tem o depois, e ele só perde pro durante de tão bom que vai ser.

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