domingo, 24 de junho de 2012

Desproporsitalmente necessário.


Por ter começado desproporsitalmente e tá durando até hoje a coisa já me anima os hormônios.
Desde que iniciou, foi único.
Olhos, mãos, toques, cheiro, que delícia de cheiro, peito afagador.
Beijos nos lugares e momentos mais necessários.
Voz... A mais fascinante de todas!
Carência na medida.
Carinho além da conta.
Respeito.
Reciprocidade.
Se for pra definir com uma palavra, ela é reciprocidade.
De ausência de sentimento bobo, de transbordância do bom, do importante, do leal.
O mais gostoso momento sempre vem seguido de conversa.
Papos cabeças, filosóficos.
Conversas insanas, sem pé nem cabeça.
Música.
Sempre ela!
Com ou sem instrumento.
Ser zoada por não enxergar nada de longe sem meus vidros nos olhos é gostoso.
Os risos incontroláveis. Sempre foram...
O que era pra ser brincadeira acabou virando sério, além do que imaginava eu. Além do que acreditava você.
Por ser sem cobrança deve ser pra sempre.
Ou o mais perto que puder chegar disso.

domingo, 3 de junho de 2012

Ilícito.

Jogou-me naquele lugar que pra muitos soa nojento mas pra mim é perfeito.
Prendeu-me do jeito que pedi, agiu da forma que sempre imaginei sem que eu sequer tenha falado uma palavra. Não consegui proferir nada além de gritos e gemidos.
Tinha que ser rápido, era ilícito demais para nos darmos ao luxo de termos uma noite inteira naquela lugar.
Eu estava me arriscando mas ele, ah ele estava colocando a cabeça na guilhotina. 
Julgariam a gente se soubessem mas nunca, nunca aquilo iria sair dali. A gente queria guardar pra sempre e só pra gente aquele ato tão insensato.
Ele tinha muito medo e aquilo me excitava mais.
Ele usava os olhos e as mãos como nunca na vida eu havia sequer imaginado. Aqueles olhos claros lindos, aqueles arranhões suaves e ao mesmo tempo intensos parece que me rasgavam a alma... Quando na verdade estavam apenas acariciando meus braços e minhas costas.
No final, não havia tempo pra nada! Era vestir a roupa e ir embora. Mas ele não quis que fosse assim... Devolvemos o objeto do "crime" e seguimos para algo não tão proibido assim. 
Recomeçou e dessa vez não ia terminar tão cedo... Agora eu ia usar tudo a meu favor! O tempo, o espaço, a acústica, os instrumentos... Estava tudo em minhas mãos! E elas não tremiam... Nesse quesito a coordenação motora tão ausente em mim estava funcionando tremendamente bem... 


P.S: eu sei que não precisava, mas é bom dizer pros- poucos- que vão ler isso que tudo que tá aqui é FRUTO DA MINHA IMAGINAÇÃO! Não aconteceu de verdade nem vai- ou sim! É apenas fruto de uma mente insana que quando começa qualquer coisa com qualquer pessoa, deixa a mente fluir além do imaginável...