Prendeu-me do jeito que pedi, agiu da forma que sempre imaginei sem que eu sequer tenha falado uma palavra. Não consegui proferir nada além de gritos e gemidos.
Tinha que ser rápido, era ilícito demais para nos darmos ao luxo de termos uma noite inteira naquela lugar.
Eu estava me arriscando mas ele, ah ele estava colocando a cabeça na guilhotina.
Julgariam a gente se soubessem mas nunca, nunca aquilo iria sair dali. A gente queria guardar pra sempre e só pra gente aquele ato tão insensato.
Ele tinha muito medo e aquilo me excitava mais.
Ele usava os olhos e as mãos como nunca na vida eu havia sequer imaginado. Aqueles olhos claros lindos, aqueles arranhões suaves e ao mesmo tempo intensos parece que me rasgavam a alma... Quando na verdade estavam apenas acariciando meus braços e minhas costas.
No final, não havia tempo pra nada! Era vestir a roupa e ir embora. Mas ele não quis que fosse assim... Devolvemos o objeto do "crime" e seguimos para algo não tão proibido assim.
Recomeçou e dessa vez não ia terminar tão cedo... Agora eu ia usar tudo a meu favor! O tempo, o espaço, a acústica, os instrumentos... Estava tudo em minhas mãos! E elas não tremiam... Nesse quesito a coordenação motora tão ausente em mim estava funcionando tremendamente bem...
P.S: eu sei que não precisava, mas é bom dizer pros- poucos- que vão ler isso que tudo que tá aqui é FRUTO DA MINHA IMAGINAÇÃO! Não aconteceu de verdade nem vai- ou sim! É apenas fruto de uma mente insana que quando começa qualquer coisa com qualquer pessoa, deixa a mente fluir além do imaginável...
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