domingo, 6 de abril de 2014

Tolos.

Já tenho estado fácil de corpo e alma, como se o ato amar não fosse tão evidente. Ontem sentei a beira mar rasguei tudo por dentro, explodi sentimentos, gritei ao mundo a felicidade. Diz-me o que falta, completo, a todo preço.
Desço do alto de um castelo europeu para viver o amor vagabundo dos bares e esquinas das periferias de qualquer cidade de terceiro mundo. Sujo meus melhores vestidos e sapatos por você. Lambuzo mãos e lábios com o sabor do teu pecado, esse que me sustenta, me ostenta e me faz poder saber convicta que a vida vale a pena. E que o nobre sentimento pulsando no peito é convicto de si mas dependente de você.
Não apenas curto a embriaguez e suas delícias, a ressaca também é bem vinda.
Tolos perdem você, eu, esperta como aprendi a ser, te mantenho por perto. E a falta de lucidez e inteligência de quem te deixa escapar? Quanta tolice.
Aos amores eternos acabados deixo meu muito obrigada, todos foram pontes pra que eu chegasse até você. Para quem tentou, ainda que inconscientemente, fazer com que eu enxergasse que você não merecia meu todo, o meu obrigada, foi também graças a vocês que perseverei.
Aos demais brindo, digo adeus, volto logo, cheguei. A você digo o de sempre, estou e estarei sempre aqui, até o fim raiar.

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